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TRE-BA determina prisão em flagrante de secretário de Mobilidade de Salvador após crise dos ônibus

Por equipe Legado Financy · Revisado por pessoa · 25 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Justiça Eleitoral determina prisão em flagrante de secretário de Mobilidade de Salvador após crise no transporte público

Foto ilustrativa: por creative commons (via Foto própria)

Justiça Eleitoral determina prisão de secretário de Mobilidade de Salvador após

TRE-BA ordenou o restabelecimento integral da frota durante o segundo turno das eleições e estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento; prefeitura atribui atrasos a problemas operacionais e adesivos políticos nos veículos.**

Por Equipe Legado Financy | 25 de outubro de 2026*

A crise no transporte público de Salvador ganhou um novo capítulo neste domingo (25), após o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinar a prisão em flagrante de Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade. A decisão ocorreu durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, em meio a denúncias de redução na circulação de ônibus e dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação.

Além da determinação envolvendo o secretário, a Justiça Eleitoral ordenou que a Prefeitura de Salvador e as empresas responsáveis pelo transporte restabelecessem imediatamente 100% da frota utilizada em dias úteis, mantendo os itinerários e a frequência habituais. A decisão também previu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.

Pedido de prisão foi apresentado por federação partidária

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, acionou o TRE-BA e denunciou uma redução superior a 50% na oferta de ônibus em comparação com os dias úteis.

Segundo a representação apresentada à Justiça, veículos permaneciam parados nas garagens mesmo durante o período de votação. A federação argumentou que a situação prejudicava o deslocamento dos eleitores e pediu providências urgentes para garantir o transporte público.

De acordo com o R7, uma inspeção realizada na sede do BRT, na Avenida Barros Reis, identificou ônibus parados na garagem. O relato da fiscalização também registrou a informação de que a frota em circulação era inferior à habitual por orientação da Secretaria Municipal de Mobilidade.

A decisão judicial determinou medidas para recompor a frota e assegurar o funcionamento do serviço durante a votação.

Justiça exige circulação integral dos ônibus

O presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou a retomada imediata da operação integral do transporte público municipal.

A ordem estabeleceu que os ônibus circulassem com frequência e itinerários compatíveis com os dias úteis, além da manutenção da gratuidade durante a votação e pelo período necessário para o retorno dos eleitores às suas casas.

Também foi determinada a fiscalização do cumprimento da decisão pelas autoridades competentes, com previsão de utilização de drones para verificar a situação da frota.

A multa estipulada foi de R$ 1 milhão por hora de descumprimento, conforme as reportagens da CNN Brasil e do R7.

É importante esclarecer que a determinação de prisão em flagrante não comprova, por si só, que Pablo Souza tenha sido efetivamente detido. A execução da ordem precisa ser confirmada por informação oficial.

Prefeitura atribui atrasos a problemas operacionais e adesivos políticos

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou que problemas operacionais nas garagens e mobilizações políticas atrasaram a saída de parte dos ônibus.

Em outra explicação divulgada pela imprensa, a prefeitura e a Secretaria Municipal de Mobilidade atribuíram a retenção de veículos à colocação de adesivos políticos considerados irregulares nos coletivos. Segundo essa versão, foi necessário resolver a situação antes de liberar os veículos para circulação.

O prefeito também afirmou que o transporte gratuito já era oferecido em dias de eleição e declarou que a frota estaria à disposição dos eleitores, apesar dos problemas registrados no início da operação.

A Secretaria Municipal de Mobilidade informou que o serviço havia sido normalizado após diálogo com os envolvidos e que as empresas foram notificadas para garantir a disponibilidade integral dos veículos.

Essas declarações representam a versão apresentada pela administração municipal. As circunstâncias da retenção dos ônibus e as responsabilidades pelos atrasos devem ser analisadas à luz dos documentos e das apurações oficiais.

Jerônimo Rodrigues reage à crise

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também se manifestou sobre os problemas no transporte público e afirmou que não aceitaria que a população fosse prejudicada no exercício do direito ao voto.

Segundo informações divulgadas anteriormente sobre o caso, o governo estadual colocou policiais militares habilitados para dirigir ônibus à disposição para ajudar a restabelecer o serviço.

A crise ampliou o debate entre representantes estaduais e municipais sobre a responsabilidade de garantir o transporte dos eleitores durante o processo eleitoral.

Rui Costa e Bruno Reis trocam acusações

O episódio também provocou um confronto político entre Rui Costa, ligado ao PT, e Bruno Reis.

Rui Costa criticou a situação do transporte público e defendeu a responsabilização dos responsáveis. Bruno Reis, por sua vez, contestou as acusações e atribuiu os atrasos a problemas operacionais e à retenção de veículos após a colocação de adesivos políticos.

A troca de declarações ocorreu enquanto a Justiça Eleitoral cobrava a retomada integral do serviço.

As acusações feitas durante o embate político não equivalem a uma conclusão judicial sobre a responsabilidade de cada envolvido.

O que acontece agora?

A decisão do TRE-BA exige o cumprimento das medidas para normalizar o transporte público e garantir o deslocamento dos eleitores. O caso também poderá ser objeto de apuração sobre possíveis infrações eleitorais.

A determinação de prisão, a execução efetiva da ordem e a eventual responsabilização criminal são questões distintas. A confirmação de cada etapa depende de informações oficiais das autoridades responsáveis.

O episódio levanta questionamentos sobre a gestão do transporte público em Salvador, a fiscalização das empresas concessionárias e a obrigação de assegurar condições adequadas de deslocamento durante as eleições.

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