Selic alta, dólar em alta e bolsa em queda marcam o dia
A taxa Selic segue em 13,75% ao ano, o dólar sobe 1% e o Ibovespa recua 0,75%, refletindo incertezas no mercado e impactos no bolso dos brasileiros.
Taxa Selic mantém patamar elevado
A taxa básica de juros, a Selic, permanece em 13,75% ao ano, conforme a última decisão do Copom em 04/11/2026. Segundo um economista que ajudou a criar o Plano Real, há propostas para reduzir a Selic por meio de um novo arranjo entre políticas fiscal e monetária, mas ainda não há sinal de mudança. Para quem tem dívidas ou guarda dinheiro na poupança, juros altos encarecem o crédito e reduzem o rendimento de aplicações que pagam a taxa básica.
Dólar e euro sobem, peso no bolso
O dólar cotado a R$5,44 subiu 1,04% e o euro a R$6,10 avançou 1,39% contra o real. A alta das moedas estrangeiras costuma encarecer produtos importados, como eletrônicos e roupas, e também eleva o custo de viagens ao exterior. Para quem paga contas em dólar, como serviços de streaming ou faturas de cartão de crédito com compras no exterior, o impacto já é sentido na fatura mensal.
Bolsa de valores registra queda
O Ibovespa fechou em 167.921,8 pontos, recuando 0,75% após a divulgação de resultados de empresas como Minerva, que despencou quase 7%. O índice S&P 500 dos EUA também caiu 1,82%, refletindo o clima de cautela global. A queda na bolsa pode reduzir o valor de fundos de investimento em ações, o que afeta quem tem parte da reserva de emergência ou aposentadoria nesses produtos.
Entretanto, especialistas apontam que a expectativa de um fim nos cortes de juros pode estar pressionando os investidores a buscar alternativas mais seguras.
Commodities em movimento
O petróleo Brent despencou 7,92%, cotado a US$108,32, enquanto o ouro subiu 0,21%, valendo US$3.907 a onça. A queda no petróleo pode trazer alívio nos preços de combustíveis a médio prazo, mas a volatilidade ainda gera incerteza. Já o ouro, tradicional reserva de valor, tem oferecido um leve ganho para quem mantém parte da poupança em ativos de proteção.
O que observar nos próximos dias
A agenda econômica indica a publicação de balanços de empresas como Itaú e Axia, além de decisões do Copom e indicadores de emprego nos EUA. Segundo o CNN Brasil, o mercado chega à semana do Copom com expectativa de que a política de juros possa ficar mais conservadora em 2027. Essas informações podem influenciar ainda mais a variação do dólar, dos juros e da bolsa, impactando decisões de consumo, empréstimos e investimentos de forma indireta no dia a dia.
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Exemplo simples, só informativo: considera juros compostos na taxa informada e a tabela regressiva do imposto de renda (22,5% até 6 meses, 20% até 12, 17,5% até 24 e 15% acima). Não é recomendação de investimento e não inclui outras taxas.
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