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Resumo do dia

Selic em 13,75% e bolsa em queda: o que isso traz para seu bolso

Por equipe Legado Financy · Revisado por pessoa · 30 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

A taxa básica de juros ficou em 13,75% ao ano e o Ibovespa recuou 1,06% após a reeleição de Lula, sinalizando menos rentabilidade para investimentos de renda fixa e maior atenção ao orçamento doméstico.

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Foto ilustrativa: person holding paper near pen and calculator por Kelly Sikkema, licença Licença Unsplash (via Unsplash)

Juros altos permanecem

A taxa Selic, que serve como referência para os juros de empréstimos e investimentos, ficou em 13,75% ao ano, conforme a última decisão do Copom divulgada em 04/11/2026. Essa taxa alta significa que os juros cobrados em financiamentos, como o crédito imobiliário, continuam elevados – o InfoMoney destacou recentemente o aumento dos juros nesse segmento.

Para quem tem dinheiro aplicado em renda fixa, como CDBs ou Tesouro Direto, o rendimento acompanha a Selic. Assim, quem investiu R$ 10 mil pode esperar um retorno próximo ao percentual da taxa, mas qualquer queda futura da Selic reduzirá esse ganho. Por outro lado, quem tem dívida com juros variáveis sente o peso desses juros altos no pagamento mensal.

Bolsa recua após eleição

O Ibovespa fechou o dia em 169.186 pontos, queda de 1,06%, marcando a pior semana para o índice em 37 anos, segundo o Estadão. A queda reflete a turbulência que o mercado sente depois da reeleição de Lula, como apontam as manchetes da Exame e do Valor Econômico.

Para o investidor comum, a desvalorização da bolsa pode significar perdas em fundos de ações ou em contas de corretora. Se a tendência de queda se mantiver, o valor de investimentos em ações pode ficar menor, exigindo cautela na hora de retirar dinheiro para a reserva de emergência ou para pagar dívidas.

Inflação ainda presente

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,58% nos últimos 12 meses, e 0,82% no último mês, dados do IBGE até 01/09/2026. Essa inflação moderada, porém persistente, reduz o poder de compra do salário.

Com preços subindo, as despesas como alimentação, energia e transporte podem pesar mais no orçamento familiar. Manter uma reserva de emergência que cubra de três a seis meses de gastos ajuda a enfrentar esses aumentos sem recorrer a crédito caro.

Câmbio e commodities em movimento

O dólar avançou 0,26% e está cotado a R$ 5,36, enquanto o euro subiu 0,78% para R$ 6,01, segundo a Agência Brasil. O preço do petróleo Brent caiu 1,5% para US$ 113,16, e o ouro recuou 0,8% para US$ 3.999 por onça.

A alta do dólar encarece produtos importados e pode elevar o custo de bens que dependem de insumos estrangeiros, como eletrônicos. Já a queda do petróleo pode trazer alívio nas contas de combustível, mas o efeito costuma ser mais lento para o consumidor final.

O que observar nos próximos dias

Analistas da Veja apontam que, com a Selic parada e a bolsa em baixa, os investidores buscam alternativas mais seguras, como fundos de dividendos ou ETFs que pagam renda mensal. Embora essas opções pareçam atrativas, é importante comparar custos, risco e prazo antes de mudar a estratégia.

Enquanto isso, fique atento ao fluxo de notícias sobre a dívida pública – que já ultrapassou R$ 9,4 trilhões – e ao possível impacto nos juros futuros. Pequenas decisões, como renegociar dívidas de cartão ou buscar opções de crédito com juros menores, podem aliviar o orçamento sem precisar de grandes mudanças.

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