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Resumo do dia

Selic alta, dólar firme e bolsa em leve queda

Por equipe Legado Financy · Revisado por pessoa · 20 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Meta da Selic em 13,75% e inflação de 4,58% mantêm juros altos; dólar está em R$5,05 e Ibovespa recua 0,17% com influência de eleições e petróleo.

white and brown city buildings during daytime
Foto ilustrativa: white and brown city buildings during daytime por Pedro Lastra, licença Licença Unsplash (via Unsplash)

Juros altos e inflação sob controle

A meta da taxa Selic está em 13,75% ao ano, conforme divulgação da autoridade monetária em 04/11/2026. Esse patamar elevado serve para conter a inflação, que nos últimos 12 meses ficou em 4,58% (dados de 01/09/2026) e no último mês registrou alta de 0,82%.

Segundo o Money Report, a perspectiva de reduzir a Selic para 6% nos próximos anos só será viável se o governo conseguir credibilidade fiscal, ou seja, mostrar que as contas públicas estão equilibradas. Enquanto isso, os juros altos encarecem o crédito, como empréstimos e financiamentos, e aumentam a rentabilidade de investimentos de renda fixa, mas também podem pesar no consumo de quem depende de crédito rotativo.

Dólar estável, mas pesa no bolso

O dólar cotava R$5,05, com queda de 0,26% em relação ao dia anterior. Essa estabilidade ajuda quem compra produtos importados ou viaja ao exterior, pois o preço em reais não varia muito. Por outro lado, a cotação afeta o custo de itens importados no supermercado e o valor de contas de serviços que usam referência ao dólar, como algumas tarifas de energia.

O euro também recuou 0,3%, cotado a R$5,66, mas tem menor impacto direto no cotidiano da maioria dos brasileiros.

Bolsa em leve recuo, atenção à política

O Ibovespa fechou em 205.079,25 pontos, queda de 0,17% no dia. Segundo o Estadão, a variação está ligada à expectativa de resultados das pesquisas eleitorais e ao preço do petróleo, que subiu 1,9% para US$111,63 o barril.

Eleições podem mudar a política econômica e, consequentemente, o ambiente para as empresas listadas. O aumento do preço do petróleo costuma elevar custos de transporte e energia, refletindo nos preços de produtos e serviços. Para quem tem investimentos em ações, a volatilidade pode significar ganhos ou perdas inesperadas, mas não há recomendação de movimentação.

Outros ativos em movimento

O S&P 500, principal índice dos EUA, avançou 0,41% e chegou a 7.690,73 pontos, indicando um cenário internacional mais otimista. Já o Bitcoin recuou 0,58%, cotado a US$81.374,71, e o ouro caiu 0,67%, valendo US$4.132,10 a onça.

Esses números mostram que, enquanto a bolsa brasileira está sensível a fatores locais, os mercados globais seguem com alta moderada, o que pode influenciar o câmbio e, indiretamente, o preço de produtos importados.

Impacto direto no seu dia a dia

Com a Selic alta, o custo de financiamentos de carro, casa ou cartão de crédito tende a ficar mais caro, o que pode reduzir a margem para gastos extras ou a formação de reserva de emergência. Por outro lado, a rentabilidade de poupança e CDBs acompanha os juros, oferecendo um retorno maior para quem mantém dinheiro guardado.

A cotação do dólar em R$5,05 significa que compras de eletrônicos, roupas ou medicamentos importados podem ficar mais caras se a moeda subir novamente. Já a leve queda do Ibovespa não altera imediatamente o valor de fundos de investimento, mas pode sinalizar volatilidade nos próximos dias, principalmente se as pesquisas eleitorais apontarem mudanças significativas.

Em resumo, o cenário atual pede atenção ao planejamento financeiro: controlar dívidas, avaliar o custo do crédito e manter uma reserva de emergência que proteja contra oscilações de preços.

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