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Juros e inflação

Inflação de combustíveis pressiona o bolso e pode segurar a Selic

Por equipe Legado Financy · Revisado por pessoa · 18 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Preços de gasolina e diesel quase dobram em relação a 2025, e a alta da inflação nos EUA pode dificultar a queda dos juros no Brasil.

a close up of a gas pump at a gas station
Foto ilustrativa: a close up of a gas pump at a gas station por GG, licença Licença Unsplash (via Unsplash)

O dia em 1 minuto

Os preços dos combustíveis continuam subindo: a inflação acumulada até setembro quase dobrou a de 2025, segundo o Portal VV8 e o Metrópoles. Ao mesmo tempo, analistas apontam que a inflação alta nos Estados Unidos pode impedir a redução da taxa Selic no Brasil, de acordo com a CNN Brasil.

Juros e inflação

Ainda não há divulgação oficial da taxa Selic nem dos índices de inflação (IPCA) para este mês. Contudo, a expectativa de que a Selic não caia rapidamente vem dos comentários de especialistas que ligam a inflação americana à política monetária brasileira.

Quando a inflação nos EUA está alta, o Banco Central do Brasil costuma manter os juros mais altos para proteger a moeda e evitar que a alta de preços importados pese demais na economia local.

Dólar e bolsa

Sem números de câmbio ou índice de bolsa no resumo de hoje, não há mudanças concretas a relatar para o dólar ou o Ibovespa. As manchetes indicam que investidores ainda observam o cenário internacional, principalmente a pressão da dívida pública americana e os preços do petróleo.

O que mexeu com o mercado

A principal notícia que movimentou o cenário foi a alta da inflação de combustíveis, quase o dobro da registrada em 2025, conforme o Portal VV8 e o Metrópoles. Essa alta reflete o aumento dos preços do petróleo e a escassez de oferta, fatores que também aparecem nas análises do O GLOBO sobre o risco de manter os juros elevados.

Além disso, a análise da CNN Brasil sobre a inflação nos EUA sugere que a política monetária americana pode frear a queda da Selic no Brasil, mantendo os juros mais altos por mais tempo.

O que isso muda no seu bolso

A alta dos combustíveis impacta diretamente o custo de deslocamento: quem usa carro, moto ou transporte por aplicativo sente o preço da gasolina ou diesel subir. Isso pode elevar a conta de combustível em até 20 % ou mais, dependendo do consumo.

Com juros possivelmente mantidos em patamares elevados, o custo dos financiamentos (carro, casa) e dos cartões de crédito também tende a ficar mais caro, já que os bancos cobram mais nas parcelas e nos juros rotativos.

A poupança, que rende pouco, não ganha com juros altos; o retorno continua próximo à taxa Selic, que ainda não foi anunciada. Já a reserva de emergência guardada em CDBs de curto prazo pode oferecer um rendimento um pouco maior, mas ainda limitado.

Para quem paga aluguel, o efeito é indireto: o aumento nos custos de transporte pode levar a um ajuste nos preços de imóveis em áreas com melhor acesso a transporte público, pressionando os valores de aluguel.

Em resumo, a alta dos combustíveis e a possibilidade de juros altos pedem atenção ao orçamento: reduza gastos com deslocamento quando possível, compare taxas de crédito e procure opções de investimento que rendam mais que a poupança.

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