Selic em 13,75% e inflação de 4,58%: entenda o impacto no seu dia a dia
A taxa básica de juros está em 13,75% ao ano e a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%. Veja como esses números afetam crédito, poupança e despesas domésticas.
O dia em 1 minuto
A taxa Selic, que serve de referência para os juros no Brasil, está em 13,75% ao ano. A inflação medida pelo IPCA subiu 4,58% nos últimos 12 meses, com alta de 0,82% no último mês. Esses indicadores mostram que o custo do dinheiro está alto e os preços continuam subindo.
Juros e inflação
A Selic de 13,75% significa que os empréstimos, financiamentos e o crédito rotativo do cartão de crédito ficam mais caros, porque os bancos usam essa taxa como base para cobrar juros. Por outro lado, a poupança rende menos, já que seu rendimento está atrelado a um percentual da Selic.
A inflação de 4,58% ao ano indica que, em média, os preços de bens e serviços aumentaram esse percentual nos últimos 12 meses. A alta de 0,82% no último mês mostra que os preços continuam subindo, ainda que em ritmo moderado.
Dólar e bolsa
Não há dados de variação do dólar ou da bolsa de valores nos números recebidos, portanto não comentaremos esses assuntos hoje.
O que mexeu com o mercado
Segundo o Metrópoles, o governo está buscando soluções para o crédito "predatório" justamente porque os juros altos encarecem o financiamento para consumidores. A Folha de S.Paulo destaca que os juros mudaram de patamar globalmente, o que também influencia a política monetária no Brasil. Já o Valor Econômico traz a opinião de um membro do Fed defendendo que não se deve adiar novos aumentos de juros, reforçando a pressão sobre a taxa Selic.
O que isso muda no seu bolso
Financiamento de carro ou casa: as parcelas podem ficar mais caras porque o banco repassa o custo da Selic alta. Se você usa o rotativo do cartão, os juros podem chegar a 300% ao ano, então é importante pagar o total da fatura.
Poupança e investimentos de renda fixa: o rendimento da poupança ficou próximo a 2% ao ano, bem abaixo da Selic. Aplicações em CDBs ou Tesouro Direto que pagam próximo à taxa Selic podem ser mais vantajosas.
Aluguel e despesas domésticas: a inflação de 4,58% indica que o preço de alimentos, energia e transporte tende a subir. Se o seu contrato de aluguel tem reajuste anual baseado no IPCA, espere um aumento próximo a esse percentual.
Cartão de crédito: com juros altos, o custo de parcelar compras ou deixar saldo no cartão aumenta bastante. Planeje pagar tudo à vista ou em parcelas sem juros para evitar a bola de neve.
Reserva de emergência: como o custo de vida está subindo, manter uma reserva que cubra de 3 a 6 meses de despesas se torna ainda mais importante para enfrentar possíveis aumentos de preços ou juros.
Fontes consultadas
- Com juros altos, governo busca solução para oferta de crédito "predatória" · Metrópoles
- INPC, inflação que corrige salários, acumula 4,29% em 12 meses · sescap-pr
- O que a Folha pensa: Juros mudam de patamar no mundo e no Brasil · Folha de S.Paulo
- Ata do RBA sinaliza novos aumentos de juros com riscos de inflação · Investing.com Brasil - Finanças, Câmbio
- Nobel de Economia reconhece pesquisas que aprimoraram políticas de combate às crises econômicas · Jornal da Unesp
- Nobel premia estudos sobre efeitos das expectativas no consumo, inflação e juros, diz professor da PUC-Rio · Valor Econômico
- Hammack, do Fed, defende que o banco central não adie novos aumentos nos juros · Valor Econômico
- André Freitas, da Hedge, critica meta de inflação de 3% e defende produtos incentivados · NeoFeed
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Conteúdo informativo, escrito com apoio de inteligência artificial a partir de dados públicos e de reportagens de veículos de notícia, e revisado antes de publicar. Não é recomendação de compra, venda ou manutenção de qualquer investimento, nem consultoria financeira, tributária ou jurídica. Valores e taxas mudam; confirme nas fontes oficiais.
