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Guia prático

Como se preparar para o 13º salário sem se perder nos gastos

Por equipe Legado Financy · 11 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

O 13º é um dinheiro extra com data para chegar. Veja como estimar o valor, dar um destino a ele antes de receber e evitar que ele acabe em poucos dias.

A hand holding a smartphone displaying a calculator app over a paper folder
Foto ilustrativa: A hand holding a smartphone displaying a calculator app over a paper folder por Kelly Sikkema, licença Licença Unsplash (via Unsplash)

O que é o 13º e como ele chega

O 13º salário é um valor extra que quem trabalha com carteira assinada recebe no fim do ano. Ele costuma ser pago em duas parcelas. A primeira vem sem descontos e corresponde a mais ou menos metade do salário. A segunda chega depois e já vem com os descontos de INSS (a contribuição da Previdência) e, para quem se enquadra, do Imposto de Renda. Por isso, a segunda parcela costuma ser menor que a primeira.

O valor também é proporcional ao tempo de trabalho no ano. Em geral, cada mês trabalhado conta como 1/12 do total. Quem entrou na empresa no meio do ano recebe menos do que quem trabalhou os 12 meses.

Passo 1: estime quanto você vai receber

Fazer a conta com antecedência evita surpresas. Veja um exemplo, só para ilustrar: uma pessoa com salário de R$ 3.000 que trabalhou o ano todo teria direito a um 13º de R$ 3.000. A primeira parcela seria de cerca de R$ 1.500. A segunda seria menor que isso, porque os descontos saem dela.

Outro exemplo: com o mesmo salário de R$ 3.000, mas só 6 meses de trabalho, o cálculo é 6/12 do salário, ou seja, R$ 1.500 no total. Se o seu salário varia, por causa de comissão ou horas extras, use uma média e prefira uma estimativa mais baixa. Assim, qualquer valor a mais vira bônus, e não buraco no orçamento.

Passo 2: dê um destino ao dinheiro antes de ele cair

O dinheiro extra tende a sumir quando não tem destino definido. Uma forma simples é dividir o valor em fatias. Veja um exemplo, que você pode ajustar à sua realidade, com um 13º de R$ 3.000:

• 40% para dívidas (R$ 1.200); • 30% para a reserva de emergência (R$ 900); • 20% para gastos do começo do ano (R$ 600); • 10% para as festas de fim de ano (R$ 300).

Vamos entender cada fatia. Dívidas, como cartão de crédito e cheque especial, costumam ter juros altos, e juros são o preço cobrado por você dever. Quanto mais tempo a dívida fica aberta, mais ela cresce. Já a reserva de emergência é um dinheiro guardado para imprevistos, como um conserto urgente ou um período sem renda. Muitas pessoas buscam juntar o equivalente a alguns meses de gastos essenciais.

O começo do ano costuma trazer várias contas de uma vez: impostos sobre imóvel e veículo, material escolar, matrícula, seguro. Separar uma parte para isso evita que elas entrem no cartão.

Passo 3: cuidado com as armadilhas

A primeira armadilha é gastar antes de receber, parcelando compras por conta do 13º. Se o valor vier menor do que o esperado, as parcelas continuam e apertam o orçamento nos meses seguintes.

A segunda é tratar o 13º como dinheiro "sobrando". Ele faz parte da sua renda anual, e muita gente já conta com ele para pagar contas fixas. Vale conferir primeiro o que está em aberto.

A terceira é esquecer os gastos do fim de ano, como presentes, viagens e ceias. Colocar esses itens no papel, com um limite para cada um, ajuda a manter o controle sem abrir mão da festa.

Passo 4: monte um mini plano

Antes de o dinheiro chegar, siga estes passos: estime o valor, liste suas dívidas e contas do início do ano, defina quanto vai para cada fatia e anote o plano. Quando a primeira parcela cair, já separe os valores e coloque cada um onde deve ficar. A segunda parcela repete o processo com o valor que vier.

No bolso, a ideia é simples: quem dá um destino ao 13º sente o efeito por mais tempo, seja com menos dívida, uma reserva maior ou contas do começo do ano pagas sem sufoco.

Como o Legado Financy ajuda

No Legado Financy, você pode registrar o 13º como uma entrada e anotar para onde cada parte do dinheiro foi. Também dá para criar metas, como "quitar a dívida do cartão" ou "formar a reserva de emergência", e acompanhar o avanço pelo painel. Assim, fica mais fácil ver se o plano que você fez está saindo do papel.

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